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Mais um monólogo


Eu não sou de mandar indireta. Não sou de correr atrás. Não sou de perseguir nada nem ninguém. Eu posso até amar tal pessoa, mas eu não faço porra nenhuma pra segurar nada a mim. Aprendi que não adianta se agarrar a essas coisas... Eu fico sentada e observo o movimento. Eu não falo nada quando estou assim. Só observo. Fico vendo se a pessoa sente minha falta, se sente, eu penso duas vezes antes de ir lá e dar o ar da (des)graça. Se não sente... Fazer o quê?

Eu não sou dramática, não sou apegada, não sou nada disso. Eu acho que eu não sei é amar. Nunca aprendi direito a diferença entre amor, ódio, simpatia... Pra mim é tudo a mesma merda. Te prende a uma pessoa e muitas vezes nem é recíproco, mas faz seu coração bater.

Estava cansada e dormi.

Mas meu cansaço não é algo que sai com sono. Estou cansada é na alma. Cansada de segurar as coisas na minha garganta. As palavras saem com dificuldade do cérebro, chegam na garganta e eu sou obrigada a deixar elas morrerem. Às vezes elas se dissolvem nas lágrimas. Mas eu não faço barulho. Não falo nada. Não digo nada. 

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